The Brazilian Horse Whisperer

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The Brazilian Horse Whisperer


Volnei Rodrigues, originally from Rio Grande do Sul, and his wife
Wal, did what many Brazilians do, and came to Florida with their two
children for a vacation. Volnei and his family, in particular Wal, fell in love with
the area and so like many Brazilians, they started looking into how they
could make the move and live in Central Florida permanently.



Making the decision to leave your home country is a difficult and risky
one, Volnei was hesitant but for the good
of his family and with the gentle persuasion of his wife, he decided to take
the risk; at least give it a shot for 2 years; “it’s better to regret
something you did than getting old and regretting something you didn’t
do”, he says.



Well 10 years later, It seems that there should be no regrets! As a renowned horse trainer who grew a thriving training business in Webster, Florida, Volnei began bringing Creoule horses from Brasil and developed his own style of training that eventually led to his current position overseeing the training of Disney’s horses. “ I brought a different technique to the Disney team, which is a mix of what I learned in South Brazil and what I learned from my studies”.



It was a long journey to reach this point and when asked whether it was an easy road for the veterinary physician, “not so easy” he says. Many immigrants struggle to adjust to a new
culture, language and way of life, but it is just part of the course.
For Volnei though, he also missed working with his passion, horses. As a
small child, the now 56 year old, fell in love with horses. Coming from
5 generations of horse lovers in South Brazil, his passion for horses is
simply “in his DNA”. Searching for that piece of home, Volnei used to
drive to Downtown Orlando just to see carriages. However, this did not
fill the void and Volnei also sought out the local riding stables.



This was the turning point for Vonei and his future in Florida. Whilst
at the stables he noticed that a lady was having problems mounting her
horse. In broken American, with a heavy Brazilian accent, which can be
very difficult for many to understand, he approached the lady to see if
she needed help. The lady refused his help.  Undeterred, on his next
visit he saw the same lady struggling to get on the same horse. Again he
offered his help and this time the lady accepted.



The lady turned out to be the owner of the stables and had been having
trouble with this particular horse for some time. To her surprise,
Volnei, after a few minutes, had tamed the horse. This ultimately led to
the start of Volnei’s training center; people came to him to train their
horses and his business thrived. He remembers when the owner first
suggested he start charging for his service. As he had no idea at what
level to set his prices in the US, he asked for her estimate. When she
suggested five times what Volnei was earning, he had to try hard to keep
his composure and simply answered “yes” with a smile!



Volnei is now famous for his own training technique, developed over time
through his hands on experience in Brazil and his studies in America.
Understanding the horse’s body language is his secret. People often ask
him what language he speaks to horses in, and although he has joked with
clients about this in past, especially when they return to find a
troublesome horse tame, Volnei admits that actually, it is the energy
and that body language that matters. In addition, dominance is
important; “there are two kinds of animals in nature, those that are
dominant and those that are dominated. The horse seeks the alpha. He
admires him, follows him and feels protected”.



According to Volnei, his secret to success is not just the passion in
his DNA; reputation really makes the difference: “Here in the United
States, when you do a good job, your best ally is word of mouth
marketing”. Volnei also keeps his ties to Brazil very strong, he loves
his home country and visits frequently although he spends most weekends these days either in his hometown of Orlando or taking his family for walks around historic St Augustine.




Volnei believes the US is a country of solidarity, which treats its
visitors well and receives immigrants with open arms. For a man who likes to keep life simple and real, 
”loving what you do and the place you live” is the motto that he lives by and Orlando is happy to have him!A intenção era ficar apenas dois anos nos Estados Unidos, mas Volnei já vive aqui há mais de dez. O motivo? Ele se tornou um renomado treinador de cavalos na América.

A paixão de Volnei, brasileiro, gaúcho de 50 anos, começou quando ele ainda era criança. Como ele mesmo diz, “já estava em seu DNA”. Vindo de cinco gerações apaixonadas por cavalos e criado dentro das tradições dos gaúchos brasileiros, Volnei, além de montar e treinar cavalos, é médico veterinário; assim como Wal, sua esposa.

Conheceu a Flórida através de uma viagem de férias que fez com Wal e seus dois filhos. Como a maioria dos turistas brasileiros, vieram conhecer a Disney. Todos adoraram a viagem, mas Wal queria que essa experiência fosse além de um passeio de férias; ela queria imigrar para cá. No princípio, Volnei relutou, mas ela o convenceu.

– Melhor eu me arrepender de ter feito, do que envelhecer e me arrepender do que não fiz – explica. E assim vieram.

No começo, a vida nos Estados Unidos foi difícil. Não bastasse a dificuldade de se adaptar a um lugar cuja língua não dominava, naquele período ele não estava trabalhando com a sua paixão: os cavalos. E isso o incomodava bastante.

– Lembro-me de dirigir até Dowtown Orlando só para ver as carruagens e matar a saudade – diz Volnei.
Tudo começou a mudar quando foi visitar uma hípica. Era para ser mais uma entre as várias atividades que fazia para manter os cavalos presentes em sua vida. Porém, enquanto conversava com um amigo, notou que uma senhora estava tendo dificuldade em montar um cavalo. A senhora estava receosa e Volnei, percebendo seu receio, tentou explicar a ela que poderia ajudá-la a domar o animal. Mas havia dois problemas: ela nunca o tinha visto na vida e seu inglês era pobre, com aquele famoso sotaque brasileiro que poucos americanos conseguem decifrar. Sendo assim, a senhora não se convenceu, não aceitou sua ajuda e ele foi embora.

Alguns dias depois, o marido de Wal retornou à hípica e reviu a senhora, que continuava tendo problemas com o mesmo cavalo. Volnei, então, foi persistente, aproximou-se dela novamente e disse, em tom confiante:

– Eu sei que a senhora não me conhece, mas eu posso montar esse cavalo.

A mulher, ainda relutante, dessa vez cedeu. E, para sua surpresa, em poucos minutos o cavalo estava domado!

Mais tarde, ele foi saber que a senhora era dona da hípica e já estava há algum tempo tentando domar aquele cavalo. Soube, ainda, que o motivo de seu receio era um acidente que sofrera com o animal no passado.

Depois de ganhar a confiança da dona da hípica, as coisas começaram a melhorar sensivelmente para Volnei. Clientes começaram a procurá-lo, para ele que adestrasse seus cavalos. Foi naquele momento que a senhora o instruiu a cobrar pelos serviços prestados. Sem ter ideia de quanto valiam, ele a perguntou:

– Cobro quanto?

Então ela lhe sugeriu cinco vezes o que ele ganhava, e o perguntou:

– Tá bom?

– Está – respondeu, sucintamente. Só não respondi que estava ótimo para manter certa pose perante a mulher – brinca.

A partir daí, sua reputação só aumentou.

– Aqui nos Estados Unidos, quando você faz um bom trabalho, o marketing boca a boca é o seu melhor aliado – explica.

O negócio continuou evoluindo e, em pouco tempo, Volnei já tinha criado um Centro de Treinamento em Webster, FL e trazido os cavalos Crioulos diretamente do Brasil. Tamanha reputação logo fez com que ele fosse encontrado pela Disney, onde trabalha até hoje.

– Eu trouxe uma técnica diferente para o time da Disney, que é uma mistura do que os gaúchos me ensinaram no Brasil com todos os estudos que fiz. Hoje eu tenho a minha própria: consigo ler a expressão corporal dos cavalos – explica. E ainda continua:

– O segredo é a dominação. Só há dois tipos de animais na natureza: o dominante e aquele que é dominado. O cavalo busca pelo alfa. Ele o admira, segue-o e se sente protegido.

Ao perguntarem-no se fala com os cavalos em português ou inglês, ele conta uma história:

– Certa vez, fui contratado para adestrar um cavalo muito nervoso. Quatro dias depois, quando a dona retornou, percebeu que seu animal estava manso e me perguntou o que eu tinha feito. Respondi que tinha falado com ele em português e ele estava pensando para traduzir – brinca, mas logo complementa: “Na verdade, a energia e a linguagem corporal é o que conta”.

Como morador de Orlando, ele adora levar sua família para passear em St Agostine, FL nos finais de semana, e recomenda aos visitantes brasileiros que façam o passeio a cavalo oferecido pela Disney. Porém, aconselha-os a serem educados com todos, principalmente com a mão de obra brasileira, que luta para ganhar a vida aqui nesse país. E acrescenta:

– Os Estados Unidos são um país solidário. Tratam muito bem seus visitantes e recebem os imigrantes de braços abertos!

Apesar de muito bem adaptado aos Estados Unidos e satisfeito com a segurança que sente ao “ir ao supermercado às duas da manhã sem ter o medo como parte de seu trajeto”, Volnei visita o Brasil periodicamente, ama seu país e sente falta da paisagem e do folclore de sua região. A saudade é grande, mas diz que “estará bem onde a família dele estiver”.

Depois de tudo, ele ainda revela o segredo do sucesso:

– Ame o que tu fazes e o lugar onde vives. Esse é o grande segredo – finaliza, com seu sotaque gaúcho, sorrindo.

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